terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Capítulo 39

                 Capítulo 39




            Alice estava alimentando Henry. Era a hora do almoço e ela não estava com fome e não conseguia parar de pensar o que ela inventaria para o jantar.
Assim que Henry terminou de comer sua papinha melosa de cenoura e carne, Alice lavou tudo e colocou o bebê para brincar no tapetinho infantil na sala, onde estavam espalhados brinquedinhos barulhentos e mordedores coloridos. Alice brincava junto com ele quando se lembrou da vacina da criança. Pegou o telefone sem fio e dicou os números do médico de Henry que apareceria por lá daqui uma hora.
Ao desligar o telefone a imagem do bilhete escrito por David veio em sua mente. Ela subiu as escadas correndo e o pegou de dentro de seu guarda-roupa, colocando-o em seu bolso e descendo as escadas correndo para ficar perto de Henry.
Sentada junto com a criança, Alice lia o bilhete novamente e podia ouvir a voz de David pronunciando as palvras escritas. 
Ouvir a voz de David. 
Uma ponta de adrenalida nasceu no coração da garota e um pouco hesitante, Alice tornou a pegar o telefone e discar os números que David escrevera no bilhete.

-Alo?
-Da-david? – Alice falou em um sussurro.
-Quem está falando?

E então ela desligou. Sentiu seu corpo inteiro vibrar, a adrenalina corria em suas veias e então, tremendo, ligou para Angela.

-Alo? – Duda atendeu.
- Oi Duda, a Angel está?
-Ah, não. Ela acabou de sair. Liga no celular dela que você a encontra. Poxa fiquei sabendo que você não vai poder ir ao show.
-Ah, é verdade. Uma pena.
-É. Bem, se ele te mandar alguma carta eu vou ler antes, ok? Só por precaução – Disse Duda rindo.

Alice deu uma risada forçada.

-Obrigada Duda, beijo. – disse desligando o telefone.

Ela desligou e ligou para o celular de Angela.

-Alo? – Atendeu Angela. Barulho de carros no fundo.
-Angela, até que enfim te encontrei! Preciso te contar uma coisa.
-Como? Um minuto Alice, vou para um lugar menos barulhento.

Os ruídos foram diminuindo aos poucos.

-Pronto, entrei num banheiro de um bar aqui. Estou indo para a facul, o que quer falar comigo?
-Então Angel... Eu liguei.
-Hum?
- Eu liguei para o David. Eu liguei – sua voz saiu um pouco trêmula.

Um breve silêncio e então um quase grito.

-O QUE?
-Liguei para o David. – Alice mordeu o lábio inferior e fechou os olhos como uma expressão de dor.
-Não acredito Alice!!! Me conte TUDO!
-Não tem.. “tudo”.
-Como assim?

Alice suspirou.

-Eu desliguei... Na cara dele. – Alice apertou o punho, esperando a bronca.
- Eu não acredito Alice! Por que?

Alice teve que afastar um pouco o telefone do ouvido devido aos gritos de Angela.

-Desculpe Angel, mas sabe... Estou tão nervosa.

Um suspiro do outro lado da linha.

-Alice... Ligue para ele agora.
-Não posso. – Disse Alice, pensando em qual desculpa daria.
-Por que não pode?
- Porque... – E então Henry começou a chorar. – Porque tenho que cuidar de Henry!
-Alice, você não está fugindo outra vez, está?
-Beijos Angel.
-Alice, não se atreva a desligar! Alice!!!

Mas ela já tinha desligado e já estava subindo as escadas com Henry no colo para trocar sua fralda. Logo depois, ambos voltaram para a sala e continuaram brincando.

Alice ficou um segundo parada, olhando Henry e lembrando da doce voz de David. Levou seus dedos aos números do telefone. Ela tinha que ouvi-lo outra vez. Ela começara a discar os números escritos no papel, quando a campainha tocou, fazendo Alice levar um pequeno susto e Henry ficar com uma cara de interrogação maravilhosamente fofa, típica de bebê.

Alice suspirou e guardou o telefone na base, pegando Henry no colo e indo em direção a porta. Ao olhar no olho mágico, viu que era apenas Dr. Jhonny, o médico da família.

-Olá Alice. – Disse formalmente quando Alice abriu a porta. – Olá Henry. – Disse ao pequeno que estava concentrado em mastigar e babar seu mordedor azul.
-Olá Dr. Jhonny, entre por favor. – Alice abiu a porta, dando passagem para o médico.

Dr. Jhonny era um homem alto, seu nariz era reto como uma flecha e suas bochechas eram naturalmente rosadas do jeito que qualquer mulher mataria para ter. Tinha cabelos loiros curtos e olhos penetrantes cor de cinza-chuva. Era um homem sorridente que transmitia confiança até mesmo para um bebê de 10 meses.

Alice fechou a porta assim que Dr. Jhonny entrou.

-Bom, seu paciente está aqui. – Disse Alice sorrindo e tirando o mordedor de Henry que começou a reclamar.
-Certo – Disse Dr. Jhonny rindo das caretas de Henry que tentava pegar o mordedor da outra mão de Alice. – Coloque-o na cadeirinha que ele costuma comer. – Disse o Dr. com uma voz calma e profissional.

Alice assim o fez, enquanto o Dr. Jhonny pegava o termômetro e media a temperatura de Henry.

 - Está ótimo. Hora da vacina. – Dr. Jhonny dizia guardando o termômetro e pegando um pequenino frasco branco com um rótulo cheio de escritas. – Alice, segure a boca dele assim. – Ele mostrou para ela como fazia enquanto tirava a tampa do frasco.

Alice segurou a boca de Henry como o Dr. Jhonny pediu, apertando as bochechas para que o Dr pudesse pingar as gotinhas.
Alice assinou um papel e balançava Henry no colo, que reclamava do gosto ruim da vacina com um choroe então levou Dr. Jhonny até a porta.


                As horas se passaram e o relogico marcava 00h e nada de Kelly e Orlando chegar. Alice já havia feito um belíssimo e delicioso escondidinho de carne, arroz refinado e arroz de forno, alguns bifes com batatas fritas e um pouco de feijão com bastante caldo, do jeito que seus patrões gostavam. Mas com a demora deles, ela foi obrgada a guardar tudo na geladeira e esquentar quando chegassem. Eles chegavam 23h e quando tardavam 23h15. Mas nunca haviam ficado até depois da 00h fora. Ela estava morrendo de sono, sentada na sala e vendo TV. Henry dormia no andar de cima e com exceção da mulher anunciando uma nova câmera digital com pagamentos em até 15 vezes sem juros na televisão, a casa estava silenciosa até demais.

 E logo após algum tempo vendo televisão, sem notar, Alice cochilou no sofá. 


Fim do capítulo 39

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Capítulo 38

Capítulo 38


     Era 10h da manha e o despertador tocou no quarto de Kelly e Orlando.

Alice se levantou de pressa e esperou-os na sala de estar.

-Bom dia Alice – Disse dona Kelly descendo as escadas, deslumbrante como sempre.
-Bom dia senhora – Disse Alice da porta.
- Bom dia – Disse Senhor Orlando, sempre quieto.

Bom dia Senhor - Alice sorriu em resposta.

-Bom, hoje é dia de vacina. Ligue para o médico da família e agende para hoje mesmo. O numero está na agenda.
-Certo senhora.
-Ótimo, Estamos indo agora. Voltaremos para o jantar.
-Sim senhora... Senhora, queria te fazer uma pergunta.
-Pois não? - Disse Kelly parando em frente a porta e se virando para Alice, assim como Orlando.
-É que eu queria folga para depois de amanhã. Fui convidada para...
-Não Alice – disse Kelly cortando-a bruscamente. – Viajaremos depois de amanha e quero que você venha conosco. Sem mais.

Alice suspirou.

- Claro senhora.
-Otimo. Agora temos de ir.

Alice assentiu, abrindo a porta para os patrões.

-Adeus Alice, se cuide e cuide de Henry.

Ela sorriu em resposta e fechou a porta. Não seria desta vez que ela veria David.
Pegou o telefone e ligou para Duda.

-Alo? – atendeu Angela.
- Angel? Você não foi para a facul?
-Irei mais tarde. Aconteceu alguma coisa?
-Não, eu ia falar com Duda sobre isso, mas com você é melhor. É que eu não vou poder ir no show depois de amanhã. Vou ter que viajar com dona Kelly. – disse Alice com trsiteza na voz.
-Ah não acredito. E agora Alice?
-Eu não sei Angel, que droga!

Houve um silêncio.

-Já sei o que fazer! – Angela quebrou o silencio. – Eu mesma falarei com ele.
-Vai falar o que? – disse Alice, se enchendo de esperanças.
-Que sou sua amiga, que sei de tudo.
-Não sei não Angel.
- Pode deixar comigo amiga, de verdade.

Alice suspirou e Henry começou a chorar no andar de cima.

- Tá ta, pode ser. Confio em você. Vou desligar agora, tenho que dar vacina em Henry e fazer o jantar.

Elas se despediram e desligaram o telefone. Alice subiu as escadas para cuidar de Henry. Seu coração batia com tristeza e pesar.

Mas mal sabia ela que algo de muito pior estava para acontecer naquela noite.


Fim do capítulo 38

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Capítulo 37

Capítulo 37

   

       Alice acordou assustada. No seu relógio marcava 12h.
- Meu Deus! Estou atrasada! Tenho que ir cuidar de Henry!

Angela acordou com os gritos de Alice.

- O que esta acontecendo?
- Oh me perdoe Angel, estou atrasadíssima! É domingo eu já deveria estar recebendo Dona Kelly em casa!
-Alice, relaxa. Hoje..
- Como relaxa? – Alice cortou a fala de Angela – Nunca em atrasei antes Angela! Dona Kelly deve estar uma fera me esperando para o almoço!

Alice dizia e se trocava em tempo recorde.
- Alice! – Angela tacou o travesseiro na amiga – Pare de falar, meu Deus! Você não se lembra que está de folga hoje? E amanha também.

Alice então se lembrou que havia pedido folga de dois dias para Kelly e Orlando.
Ela se sentou na cama aliviada, suspirou fundo e deitou na cama novamente.

-Ufa, é verdade. Que susto!

Angela riu.

-Agora me devolva o travesseiro.
- Está muito longe – disse Alice ofegante.
-Está no seu pé! – Angela falou perplexa.
-Mas eu estou com preguiça.
-Alice! Para de reclamar e jogue logo!
-Por que não pega você?
-Ah.. Estou com preguiça tambem.
-Então pronto.
-Bocó!
-Você que é garota. – Disse Alice rindo. Ela pegou o  travesseiro e jogou em Angela que também ria.

 Ambas logo voltaram a dormir e só acordaram com Duda chacoalhando-as.

-Meninas, levantem-se! Vamos comer, já são 14h30m e vocês ainda estão dormindo! Eu já levantei, fui ao mercado, fiz o almoço que alias está esfriando e vocês continuam aqui babando no travesseiro! Tratem de levantar e virem comer o macarrão com batata e carne moída que eu fiz. – disse Duda puxando os cobertores de Alice e Angela que resmungavam.
-voce disse macarrão com batatas e carne moída? – disse Angela, levantando num pulo direto para a cozinha.
- você não vem Alice? – perguntou Duda.

Alice sorriu e se levantou, sentindo seu estomago roncar. Deu alguns passos em direção da porta quando Duda se pôs em sua frente.

- Mas antes, quero falar com você.
- O que foi? – Alice se espriguiçava.
- Primeiro, o que você e Angela tanto escondem de mim?
- Do que esta falando Duda? – as palavras de Duda foram como um balde de água fria em Alice.
- Não se faça de desentendida Alice. Já faz um tempo que eu estou percebendo. Já falei com Angela, disse que eu achava que vocês duas estavam namorando. E se for isso, quero dizer que eu não tenho preconceito com essas coisas, e vocês são minhas melhores amigas. Então eu acho que não temos mais que ter segredos por aqui, certo?

Alice riu alto.

-Não é nada disse Duda, que besteira. – ela sentiu um calafrio. – não é nada de mais, sério.
- Tudo bem, só quero que você saiba que em hipótese alguma eu escondi algo de vocês.
- Duda – Alice suspirou fundo – Olha, é difícil para mim te contar o que esta havendo. Tenho medo de como você irá reagir. Eu sei, você sabe que não podemos ter segredos entre nós já que somos melhores amigas e muito menos que eu, ou alguém, possa esconder algo pro resto da vida, mas você tem que saber também que eu te direi a verdade no momento certo. Não quero perder a sua amizade agindo por impulso, entende? Eu espero de coração que você entenda quando a hora certa chegar.

Duda abaixou a cabeça.

-Eu entendo Alice. Desculpe por estar desconfiando de vocês e tudo mais. Você sabe que independente do que for eu vou entender! Pois você é minha melhor amiga, assim como Angela e antes sua amizade do que qualquer outra coisa. E já que é tão sério eu vou esperar o momento certo.

Alice a abraçou.

-Obrigada Duda. Você não sabe como eu estou feliz em ouvir isso de você, mas eu prometo não demorar. Só te peço um pouco mais de tempo e paciência, o momento certo vai chegar e eu irei te contar tudo!

Duda sorriu e abraçou Alice mais forte.

-Pois afinal, uma verdadeira amizade tem vírgulas mas nunca, jamais um ponto final.

Alice sorriu e sentiu seus olhos arderem em lágrimas.

-Eu te amo amiga, obrigada.
-Certo, agora chega de melação e vamos comer! – disse Duda sorrindo.
- Certo! – Alice disse, limpando as lágrimas.

Duda riu.

-Boba... Ah! Tem mais uma coisa Alice.
-O que é?
-Voce disse que leria o bilhete de David comigo.

Alice fez uma cara de surpresa encenada.

-Oh Duda, eu esqueci ele no bolso do meu shorts! Que está para lavar, me desculpe!
 - Alice mordeu o lábio inferior, analisando a expressão da amiga.
-Ah, agora eu estou muito brava!
- Me perdoe..
-Te odeio Alice! – Disse Duda empurrando-a, de brincadeira.
-Não ficou tão brava como eu acharia que ficasse. – Alice estranhou.

Ambas chegaram na cozinha e sentaram-se na mesa, onde Angela comia.

- Sim, estou morrendo de raiva, mas é que tenho algo mais importante para contar.

Angela e Alice se entreolharam.

-A segunda surpresa de ontem que eu não contei, esqueceram?
-Ah sim, o que é? – Angela perguntou curiosa.

Duda deu um sorriso malicioso.

-Bom, não fiquei tão irada assim por que teremos a oportunidade de ir no próximo show, domingo que vem e então eu mesma pergunto ao David o que ele escreveu.
-Ah, ta. E com que dinheiro garota? Ganhou na loteria? – Todas riram.
-Não Angel, o David, simplesmente, se interessou tanto por mim que me deu mais três ingressos VIP’S para o sow de domingo. – disse Duda tirando os objetos do bolso e deixando-os a mostra.

Angela deixou o garfo cair de sua mão e Alice se engasgou com as batatas.

-Não acredito! – Disse Angela.

Alice bebia um copo d’agua inteiro, olhando arregaladamente os ingressos.

- Nem eu! – disse ela por fim.

Duda riu.

-Pois é meninas. Voces tinham que ver o interesse dele. Não saía um minuto sequer perto de mim.
-E porque ele te deu? – indagou Angela.
-Bom, ele falou que era para vocês duas terem a oportunidade de vê-lo novamente, já que ele achou que havia acontecido algo com vocês ontem. Isso é o que ele disse, mas eu vi nos olhos dele o desejo por mim. – Disse Duda fazendo gestos exagerados.
-E porque isso significa que ele está afim de você? – Angela a cortou bruscamente – e se ele estiver afim de mim... Ou de Alice?

Alice deu um pisao no pé de Angela e disse antes que Duda pudesse responder algo.

-Isso é coisa que se diga para a menina Angela! – Alice tremia e seu coração explodia no peito.
- Tuo bem Alice, ela diz isso porque não viu o jeito que ele olhava para mim e nem como ele ficou perto de mim o tempo todo. Ela não viu todo o interesse.

Alice suspirou e voltou a comer.

Elas não falaram mais nada durante o almoço, mas duas das três amigas naquela mesa, sabiam muito bem que aquele interesse todo era por causa de Alice.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Capítulo 36

Capítulo 36



Alice terminou de ler, chorando.
Angela estava do seu lado a abraçando.

-Eu não te falei? – sussurrou a amiga.

Alice estava paralisada olhando o papel.

-Ele me ama Angel... Ele ainda me ama. Será que depois de tudo o que eu fiz ele ainda me ama?
-E você ainda tem duvidas? Voces foram feitos um para o outro.
-Eu tenho vergonha de tudo o que eu fiz no passado. Com que cara eu vou olhar pra ele agora?
-Alice... Não fale assim. Sério, vocês tem que conversar!
-Como? Quando? Eu.. Eu não tenho coragem de ligar.
-No próximo chão então.
-Mas.. como assim Angela, não. Não temos dinheiro, você sabe.

E nesse momento, Duda bateu na porta.

-Meninas? Preciso pegar minha roupa!
-Já vai – gritou Angela.

Alice escondeu o papel dentro da fronha e se deitou em sua cama, simulando que estava dormindo.
Angela abriu a porta com as chícaras de chá vazia e sorriu para Duda.

-Fale baixo, Alice está dormindo.

Duda olhou desconfiada, com um roupão de banho e uma toalha verde limão enrolada na cabeça.

-Por que vocês sempre ficam trancadas no quarto? – Duda parou e ergueu as sombracenlhas olhando Angela – Ah meu Deus, eu devia ter notado antes.
- Oque foi? – Angela a analisou cuidadosamente.
-Ah Angel amiga, eu não ligo sério. Voces não precisam esconder isso de mim.

Angela sentiu um tremor

-Do que você está falando Duda?

Duda sorriu e deu um leve tapinha no ombro de Angela.

-Querida amiga, eu sou liberal pra essas coisas, não ligo mesmo.
-Duda... não estou entendendo.
-Ah amiga.. Eu já sei que vocês duas tem um caso. Mas olha, eu não ligo pra essas coisas! Sou muito liberal, não tenho preconceito nenhum, de verdade. Mas só peço uma coisa... Não na minha cama ta bom?
- Duda!!! – Angela quase caiu no chão de rir. – Olha o que você esta falando! Meu Desu que bobagem! Eu não estou namorando Alice, agorda garota!
-Bom.. Se não é isso, então estão escondendo algo de mim.

Angela sentiu um calafrio.

-Outra bobagem. Bom, eu vou tomar o meu banho agora. – disse Angela já andando.

Bom... eu não sou preconceituosa. Elas são minhas melhores amigas, não vejo por que me negarem. Bom cada um cada um, um dia elas me contam a verdade. – Pensou Duda e então foi dormir.

Fim do capítulo 36


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capítulo 35

Capítulo 35





Alice dobrou o bilhete novamente e não lera nada mais além de um “Alice?” na parte superior esquerda. Seu corpo tremia por inteiro e ela entrou devagar na água quente.
Enquanto se lavava encarava o bilhete em cima de suas roupas e foi então que ela teve uma idéia para despistar Duda.

Alice saiu do chuveiro, se enchugou e se enrrolou na toalha. Pegou um pedaço de papel higiênico e amassou-o bem, colocando-o no bolso de seu sorts. Saiu do banheiro enrrolada e correu para a área de serviço do apartamento, jogando todas as roupas dentro da máquina de lavar. O verdadeiro bilhete estava em suas mãos.
Duda estava deitada no sofá e Angela estava na cozinha bebericando sua chícara de chá quente. Alice aproveitou a falta de atenção de Duda e correu para o quarto, escondendo o verdadeiro bilhete dentro da fronha de seu travesseiro. E então colocou seu pijama de coelhinhos, sua pantufa peluda e foi para a cozinha após pentear seus cabelos.

-Terminei. Pode ir Duda. – Disse Alice simulando cara de dor.
-Você está bem? – Indagou Duda.
-Estou morrendo de dor de cabeça. – Alice falou pegando sua xícara de chá.

Duda assentiu e foi para o banheiro.
 Ao ouvir o click  da fechadura do banheiro, Alice quase deixou sua xícara cair, puxando Angela.

-Venha, rápido! – Ela a levou até o quarto e trancou a porta do mesmo.
- O que foi? – Angela disse assustada – Você leu a carta?
-Não! Eu não tive coragem de ler sozinha. Eu coloquei papel dentro do meu shorts pra simular um acidente de “Oh Duda querida, perdi o bilhete. Mil desculpas.”
-Ela vai matar você Alice.
-Bom, foi um acidente. Mas enfim, rápido. Leia a carta. – Alice dizia entregando o bilhete para Angela.
-Mas é você que tem que ler Alice. – Disse Angela devolvendo o bilhete, mas Alice não o pegou.
-Não. Leia primeiro, por favor. E depois eu leio. Vá, anda logo!

Angela assentiu e virou as costas para Alice, abrindo o bilhete.

-Vira pra mim.
-Não, você não pode ler minha expressão. Surpresa – Disse Angela sorrindo.

Alice se jogou na cama.

-Ah droga. Ok leia rápido.

Angela começou a ler o bilhete, de costas para Alice de modo que não se conseguia ver sua expressão. Mas mesmo assim Alice a olhava cuidadosamente, tentando ouvir o barulho da água do chuveiro.
Vez ou outra Angela virava para olhar Alice. As vezes com um sorriso, as vezes séria, o que deixava Alice louca de curiosidade.
E então Angela terminou de ler e se virou para Alice com o bilhete aberto em suas mãos.

-Eu acho melhor você ler agora! – Angela falou com expressão séria, entregando o bilhete para Alice que o pegou.

Respirou fundo.

E desta vez, começou a ler...

Fim do capítulo 35

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Capítulo 34

Capítulo 34


Alice, que via os autógrafos, paralisou. Quando seus dedos tocaram o bilhete de David, seu coração parou por um segundo e então voltou a bater violentamente de uma forma que se tornava quase impossível respirar.

Ela olhou para Angela com o olhar triste pelo que Duda dissera. Lágrimas brotaram dos olhos de Alice e guardou o pequeno e amassado bilhete no bolso.

-E a outra noticia Duda, nos diga. – Disse Angela para quebrar o gelo.
-Ah sim, tenho outra noticia. Mas antes, onde as senhoritas estavam que não entraram comigo?
-Alice passou mal e foi para fora respirar e eu fui atrás. Só não te chamamos porque sabemos o quanto esse dia significaria para você. Mas assim que houver outra oportunidade nós iremos. Não é mesmo Alice?
-Sim, claro. – Alice disse com a voz trêmula.
-Alice quer que eu leia para você? O bilhete. Estou curiosa para saber o que ele escreveu. Sério você sabe quanto eu o amo não é?
-Duda. Alice não está se sentindo bem. Quando ela ficar melhor ela lê com você.

Duda suspirou.

-Ah ta bom, fazer o que. – ela estava perplexa.
-Mas, e a outra novidade?
-Depois de ler a carta eu conto, já falei!


***


                Elas chegaram na república meia noite em ponto.
-Vou tomar um banho quente para ver se melhoro. – disse Alice com a cara um pouco inchada de chorar.
-Vou fazer um chá de camomila – Ofereceu Angela.
-Eu sou a próxima no banho – Avisou Duda se jogando no sofá.

Alice sorriu e entrou no banheiro. Ela abriu o chuveiro, mas não entrou neste. Pegou o bilhete no bolso de seu shorts.

Ela hesitou por um breve segundo.

Suspirou fundo.

E então abriu o bilhete...

Fim do capítulo 34

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Capítulo 33

Capítulo 33



                  Alice e Angela ficaram pouco mais de 10 minutos esperando Duda sair com uma máquina, um caderninho e um papel na mão. Ela entrou no carro chorando de emoção.

- Nos conte como foi- Perguntou Angela.
-Ah Angel, Alice... vocês não tem noção. Foi o melhor dia da minha vida! O David é o cara mais fofo, lindo, gentil, atencioso, humilde e perfeito desse mundo. Veja as fotos Alice.

Alice pegou a máquina, já que Angela estava no volante.  Passou as fotos do show e então as fotos do camarim. O coração de Alice batia forte mas ela tentava disfarçar.

-Que legal Duda.
-Sim! Olha os autógrafos.

Duda pegou o caderninho para dar á Alice e o papel grampeado que David escrevera caiu em seu colo.

-Ah Alice, você não tem noção de como o David é lindo!
-Você já nos disse isso – Falou Angela.
-Não, prestem atenção – Duda falava apertando o papel – Eu fiquei procurando vocês lá dentro e ele percebeu e foi todo atencioso comigo perguntando se estava tudo bem.

Alice sentia borboletas no estomago sempre que o nome de David era pronunciado.

-E eu falei que tinha me perdido de vocês duas e sabe o que ele me falou? Que tinha visto vocês correndo e ficou muito preocupado com vocês.

Angela olhou de soslaio para Alice, que tinha os olhos fechados e respirava fundo.

-Ah é? E o que ele disse? – Perguntou Angela.

Duda soltou um gemido exagerado.

-Voces não vão acreditar no que ele fez!

Angela olhou no retrovisor. Alice continuava respirando com dificuldade.

-E então?
-Ele escreveu essa cartinha pra vocês duas. Falando que sentia muito por vocês não terem entrado lá.

Angela arqueou a sombrancelha e olhou para Alice com um sorriso secreto.
Alice, no mesmo instante, olhou para Angela com uma expressão de socorro.

-E não é só isso! Tem outra surpresinha, mas depois eu conto! Vamos ler a carta.

Duda já ia tirando o grampo quando Angela falou.

-Não Duda, você vai ficar estabanada. Deixe Alice ler.

Duda bufou e entregou a cartinha para Alice, se apoiando nos dois bancos.

-Ok, vamos leia Alice.

Alice tirou o grampo e respirou fudo.

-Quando chegarmos eu leio. Passo mal lendo dentro de carro.
-Ok então, depois conto a outra novidade.
-Conta, conta. – Insitiu Angela.

Duda abriu um sorriso enorme.

-Só depois que Alice ler a carta.

Alice suspirou. Ela tremia por inteira.

-Ele falou sobre o que era?
-Não, mas assim que eu disse seu nome, porque ele nem esperou eu falar de Angela, ele já estava escrevendo. Mas acho que ele pensou que vocês eram fãs e tinha acontecido alguma coisa. Que lindo não é?
-Ou é uma carta de amor para Alice. – Brincou Angela, olhando Duda pelo retrovisor.
-Se for, eu mato ela. – Disse rindo.

Mas somente Duda riu da brincadeira.


Fim do capítulo 33